Numa escola da Califórnia, o quadro interactivo eBeam Completo Bluetooth, ajudou uma criança do Ciclo a atenuar as suas dificuldades de aprendizagem, a ultrapassar barreiras que afectavam o seu percurso educativo, mas também a sua integração social na turma. Um sistema muito simples que trouxe mais-valias significativas para o aluno, para a sua professora, enriquecendo toda a turma. Conheça a história do Eilam.
As crianças surdas não têm a possibilidade de estar a trabalhar num computador e ouvir em simultâneo as instruções do professor. A sua atenção visual só pode estar focada numa coisa de cada vez. A criança tem que olhar para o ecrã, depois olhar apenas para o professor, entender a informação e só depois voltar ao ecrã. Com o quadro interactivo, a sua aprendizagem pode ser bastante melhorada. As crianças podem reunir-se à volta de um ecrã gigante e ficar completamente envolvidas naquilo que precisam de saber e fazer. Hoje retratamos um case study que foi desenvolvido com 50 crianças no Reino Unido, em Janeiro de 2002, numa Escola Especial, acerca da utilização de Quadros Interactivos com crianças surdas.
É com muito orgulho que publicamos nesta edição um artigo gentilmente cedido pela Professora Teresa Moreira, que relata diversas experiências que têm vindo a promover o uso educativo das TIC na Educação Especial. O Invento e o Escrita com Símbolos, softwares da Cnotinfor, têm servido de base à criação de materiais e recursos pedagógicos para apoiar alunos com dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita, em diversos quadros clínicos. Estes materiais foram apresentados recentemente no workshop “How to use the Internet with disabled children”, que decorreu a 11 de Maio em Rousse, na Bulgária, a propósito da segunda Conferência do EDM REPORTER “Surfing the Net”. Estes e outros recursos estão disponíveis na Internet.
“Os Weblogs não são especiais por causa da sua tecnologia mas antes pela prática e pela autoria que eles induzem. E esta prática requer que o seu autor esteja sempre ‘ligado’ a processos, a discursos, a comunidades”. (Oliver Wrede). Têm o especial papel de “ajudar a tornar real a promessa da Internet em ser um lugar para discussão pública à escala mundial”. (Jack M. Balkin).
Esta é uma questão controversa. Se por um lado se defende que é importante para a aprendizagem utilizar o jogo, a brincadeira, para dar um carácter lúdico, mais divertido e atractivo, e assim, melhor cativar os alunos, por outro lado, também se alerta para o facto de não se cair no exagero de transformar toda a aprendizagem numa brincadeira. Acreditamos que o ideal é encontrar uma medida q.b que permita criar ambientes de aprendizagem efectiva, com a dose certa de brincadeira e aquisição de conhecimentos e competências.
Comunicar é essencial ao ser humano. Faz parte das suas tarefas básicas de socialização e de desenvolvimento. É, pois, um direito de todos. No entanto, muitos de nós, por variadas razões, experimentam dificuldades mais ou menos graves nesta aparentemente simples actividade de comunicar. É aqui que a utilização de Símbolos pode desempenhar um papel crucial. Mas.. será que os símbolos são úteis apenas em contextos especiais?
No dia 4 de Maio, a CNOTINFOR e a CERCI Gaia organizaram o seminário “As TIC em Ambientes Educativos Especiais“, que decorreu no Auditório do Centro de Reabilitação Profissional de Gaia (CRPG). O principal objectivo desta iniciativa era criar um espaço de divulgação e partilha de experiências e boas práticas que instituições ligadas à área das Necessidades Educativas Especiais têm obtido na utilização das TIC no seu trabalho. O evento destinou-se sobretudo a profissionais e encarregados de educação ligados a esta área, ou que, de alguma forma, tenham interesse em conhecer práticas de intervenção com base nas novas TIC.
O Centro de Desenvolvimento e Neurologia Pediátrica do Hospital Pediátrico de Coimbra está a organizar o XIII Seminário de Desenvolvimento, que terá lugar no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra nos dias 15 e 16 de Março. O tema central do seminário é “Diagnóstico, avaliação neuropsicológica e intervenção pedagógica nas dificuldades escolares“, sendo dada particular ênfase às temáticas “Dificuldades de aprendizagem escolar”, “Défice de atenção/hiperactividade/impulsividade” e “Sequelas de traumatismo craniano/Epilepsia”.