BICA 43 - Dezembro 2007
Na edição de Agosto/Setembro de 2005, Linda Lindroth publicou um artigo no site da Teaching K-8, Professional Development and Classroom Activities for Teachers, sobre o software Mapa de Ideias (em Inglês Sparks Space). A autora começa por considerar este produto como “bom demais para ser verdade.” Saiba porquê!
Também no site da TEEM, um organismo britânico independente de avaliação de recursos educativos, podemos ler acerca do Mapa de Ideias: “uma ferramenta única que transforma ideias em documentos, contribuindo para que crianças com diferentes capacidades possam reter informação mais rapidamente”.
As crianças de hoje quando crescerem vão encontrar um mundo que lhes exige diversas competências, para poderem lidar com os problemas globais deste nosso planeta. Saber pensar é uma delas. As formas tradicionais de aprendizagem não serão suficientes. Será preciso investir consideravelmente na activação das competências para Pensar. Um grupo de investigadores da Irlanda do Norte (ACTS – Activating Children’s Thinking Skills), liderado por Carol McGuinness e Noel Sheehy realizaram um trabalho de investigação junto de escolas do I ciclo para desenvolver e analisar o tipo de abordagem e formas de comunicar em sala de aula que pode ajudar as crianças a “pensar sobre a sua forma de pensar”. O objectivo principal consistiu em criar aulas que possam juntar conteúdos das disciplinas com capacidade para pensar, e daí resultar uma “infusão”. O software Mapa de Ideias pode ser uma excelente ajuda nesta tarefa.
Segundo Jacqueline e Martin Brooks, autores do livro, In Search of Understanding: The Case for Constructivist Classrooms, (à procura da compreensão: o caso das salas de aula construtivas), existem 5 princípios que ajudam a verificar se uma sala de aula é ou não construtiva. Neste artigo, apresentamos um breve apontamento sobre cada um deles. Será que a sua sala de aula é construtiva?
Perguntar aos alunos o que pensam sobre a escola é uma das formas mais efectivas de melhorar a aprendizagem. Quem o diz são os investigadores de uma das maiores pesquisas realizadas em educação no Reino Unido, sob o nome de Teaching and Learning Research Programme. Jean Rudduck da Universidade de Cambridge, coordenador do projecto, afirma mesmo que “os alunos têm muito a dizer sobre ensino e aprendizagem. Eles aproveitam as oportunidades ao máximo para retirar ideias. Ter a possibilidade de falar acerca de ensinar e aprender – e ser levado a sério – ajuda os alunos a desenvolver um sentido forte de auto-valor.
As inscrições para a quarta edição do Projecto “Escola na Natureza” estão a decorrer e terminam no dia 8 de Janeiro de 2008. O objectivo deste projecto, que arrancou em 2005, é facultar a todos os alunos do 8.º ano formação na área do ambiente e da sustentabilidade. Esta formação ocorre nas áreas protegidas nacionais, onde os alunos permanecem dois dias e uma noite e onde realizam um conjunto de actividades didácticas elaboradas por técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e das Direcções Regionais de Educação. As escolas participantes deverão efectuar uma reunião preparatória com os técnicos das áreas protegidas, para a planificação das actividades no terreno.
É do conhecimento de todos que a Internet aproxima as pessoas, reduz o Planeta à distância de um clique, elimina fronteiras e barreiras, em todos os domínios da sociedade. Na área da investigação, mais concretamente, a Internet tem vindo a permitir sérios avanços na medida em que, por exemplo, possibilita a fácil e acessível partilha de dados, elaboração de projectos em parceria, e a sua respectiva publicação. Um exemplo muito concreto desta realidade é a publicação digital eLearning Papers, que veio dar uma nova dimensão ao intercâmbio de informações sobre o e-learning na Europa e incentivar a investigação. A eLearning Papers faz parte do portal elearningeuropa.info. O portal é uma iniciativa da Comissão Europeia que visa promover a utilização das tecnologias multimédia e da Internet ao serviço do ensino e da formação.
É para nós motivo de grande orgulho poder publicar nesta edição da BICA uma entrevista com o Professor Arsélio Martins, o professor que recebeu o Prémio Nacional do Professor, um galardão atribuído pelo Ministério da Educação pela primeira vez, para distinguir “aqueles que contribuem de forma excepcional para a qualidade do sistema de ensino”. O professor foi considerado pelo júri como “um exemplo de cidadania e um mestre no verdadeiro sentido do termo”.