O passatempo ‘Comunicar em Segurança’ é uma iniciativa que tem como objetivo estimular a criatividade e a capacidade de trabalho em equipa.
A Fundação Portugal Telecom, em parceria com a Guarda Nacional Republicana, levou vários colaboradores das duas entidades a escolas de norte a sul do país e ilhas, do 1º, 2º e 3º ciclos, com o objetivo de, em regime de voluntariado, ensinarem os jovens a comunicar com mais segurança.
Professores e alunos foram desafiados a apresentar um trabalho temático e, no passado dia 21 de Junho de 2011, foram entregues os prémios aos vencedores numa cerimónia que decorreu no Estádio do Dragão. Óscar Vieira, administrador delegado da Fundação PT, e Vítor Baía, ex-guarda-redes, entregaram os prémios aos projetos vencedores, oriundos de diferentes escolas portuguesas de todo o país.
O passatempo era constituído por dois desafios:
O projeto ‘Comunicar em segurança’, ao qual está associado o passatempo com o mesmo nome, tem como objetivo alertar a comunidade educativa para a utilização correta e segura das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), nomeadamente, a internet e o telemóvel, e contribuir para a redução dos perigos que o uso desadequado destes meios pode representar.
O Projecto “As TIC no combate à info-exclusão” (3º Ciclo) ficou em 1º lugar, contando com a atribuição de equipamentos informáticos para a escola, telemóveis e placas de banda larga TMN para o grupo de trabalho, até ao valor de 4000€ .
Ana Silva, Diogo Monteiro, João Pedro Godinho e Patrícia Dias, alunos do 7º Ano da Escola E.B. 2, 3 Dr.ª Maria Alice Gouveia – Centro de Recursos TIC para a Educação Especial de Coimbra, foram os autores do projeto, coordenado pelo professor Carlos Alves. Neste projeto foi utilizado o software inVento, na adaptação da história da carochinha para escrita com símbolos.
Deixamos aqui o testemunho dos coordenadores do projeto “As TIC no combate à info-exclusão”, professor Carlos Alves e professora Cristina Arnaut.
- Fale-nos um pouco sobre como surgiu esta ideia/iniciativa e quais os “frutos” que espera com esta “vitória”?
Numa perspectiva de promover a Inclusão, o CRTIC de Coimbra lembrou-se de construir um livro para uma população especial (a que utiliza a escrita simbólica para comunicar). Portanto, esta ideia/iniciativa partiu do CRTIC que propôs uma parceria à biblioteca do AEMAG para que fosse possível tornar o seu espólio mais inclusivo. Posteriormente, fez o convite à professora das disciplinas de E.V. e de Área de Projecto do 7.º D no sentido de os alunos ilustrarem o livro.
Assim, iniciou-se o projecto de adaptação da “História da Carochinha” pela Biblioteca do AEMAG, posteriormente o CRTIC fez a adaptação parasimbólica, utilizando o software inVento e por último a turma do 7º D fez a ilustração.
Esperamos com esta vitória disponibilizar o livro na página do CRTIC para que as crianças/alunos com NEE (e não só!), possam aceder à informação. Pretendemos, deste modo, promover a inclusão em contexto de sala de aula e outros contextos; promover a literacia e combater a info-exclusão.
- Os autores do Projecto (Ana Silva, Diogo Monteiro, João Pedro Godinho e Patrícia Dias) são alunos, professores ou ambos?
Foi uma equipa vasta a responsável por este projecto: professores (2) do CRTIC, professora bibliotecária do AEMAG, professora de EV e de AP do 7º D e alunos da turma do 7º D.
Os nomes acima referidos dizem respeito aos alunos que representaram o projecto na entrega de prémios uma vez que o regulamento do concurso apenas permitia 4 alunos no máximo e 1 professor coordenador.
- Como vê o uso do Software Imagina no âmbito da Inclusão?
Pensamos que o Software Imagina é um excelente recurso para os alunos com NEE: promove a inclusão educativa e social; elimina barreiras; desenvolve competências; combate a info-exclusão; entre outras mais-valias.
- São iniciativas como esta que nos ajudam a evoluir e melhorar. Qual é, no seu ponto de vista, o contributo que passatempos como este podem dar à sociedade?
Promovem a realização de actividades/projectos muito úteis para os alunos com NEE e outros; permitem o trabalho em grupo e a articulação entre parceiros; permitem sensibilizar a sociedade para o dever que tem para com os alunos com NEE; sensibiliza os alunos ditos normais para o respeito pela diferença, entre outros.
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