As tecnologias constituem-se como excelentes recursos de apoio ao processo de ensino/aprendizagem. Singularmente, a utilização de software educativo faculta o desenvolvimento de competências básicas fundamentais, permitindo a exploração de actividades que envolvem letras, números, cores, formas, sequências lógicas, padrões, rotações, etc., estimulando a aprendizagem através de um ambiente lúdico e interactivo. Como tal, o computador e o software educativo funcionam como poderosos recursos, tanto para o professor, como para os alunos, cumprindo uma efectiva função pedagógica.
Para que a integração destes valiosos recursos se efective com sucesso, torna-se fundamental a realização de actividades e projectos verdadeiramente integrados no currículo, com a participação activa de todos os intervenientes envolvidos na relação pedagógica, quer pela preparação, produção e acompanhamento das actividades e/ou projectos pelos professores, quer pelo envolvimento, reconhecimento e utilização destes recursos na promoção de aprendizagens significativas pelos alunos.
Em termos particulares, e no que respeita à aplicação das tecnologias às necessidades educativas especiais, estas constituem-se como dispositivos de apoio que permitem melhorar a funcionalidade e reduzir a incapacidade de alunos com NEEs, tendo um grande impacto na sua participação, comunicação e interacção com o grupo de pares, favorecendo a autonomia e aprendizagem.
A existência de um conjunto de unidades de ensino estruturado para a educação de alunos com espectro de autismo, unidades de apoio especializado para a educação de alunos com multideficiência e surdocegueira congénita, escolas de referência para alunos cegos e com baixa visão e escolas de referência para alunos surdos, exige a preparação dos docentes que irão trabalhar com estes alunos, por forma a criar respostas adequadas e eficazes às suas necessidades educativas especiais.
Para que este paradigma resulte, torna-se fundamental a capacitação dos docentes, quer ao nível do domínio técnico dos recursos, quer ao nível da eficaz integração e utilização pedagógica dos mesmos. A formação, formal e informal, de pessoal docente, pessoal não docente, e de técnicos e terapeutas advoga-se como uma importante forma do empowerment requerido e indispensável à consecução do paradigma ambicionado.
É esta a nossa aposta; é este o nosso trabalho; e esta a nossa missão!
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Excelente artigo, Joana!
Mostra exactamente a missão da nossa empresa e importância que colocamos no desenvolvimento do nosso software e nos cursos de formação e oficinas que propomos.
Um abraço,
Patrícia Correia
O termo “empowerment” resume, de facto, a missão da Cnoti, particularmente do seu Centro de Formação. Ainda ninguém, ao que parece, conseguiu traduzir em toda a sua riqueza esta palavra. Fica aqui um desafio para os amantes da Língua Portuguesa. Eu avanço com “capacitação”, mas não é exactamente a mesma coisa. “Empoderamento” seria a tradução literal, mas soa muito mal. De facto precisamos de uma palavra que evoque a valorização dos recursos que cada um traz consigo, e que tantas vezes se encontram adormecidos, à espera de um catalisador que os integre numa visão positiva de si mesmo: eu sou capaz, eu consigo, o meu contributo é relevante e valorizado…