Secundino Correia, diretor de inovação da Cnotinfor, foi entrevistado pelo jornalista Mário Nicolau do Diário As Beiras e a notícia faz parte da edição de 13 Novembro 2010, na rubrica comCentro – inovação e desenvolvimento, coordenada por Norberto Pires, Presidente do CA do Coimbra iParque.
“Conimbricense Cnotinfor participa no projeto europeu LIREC que estuda o relacionamento entre humanos, robots e companheiros virtuais.
Com uma faturação em 2009 de 421 mil euros e um investimento anual em I&D de 177 mil euros, a conimbricense Cnotinfor é uma das participantes no projeto de I&D do 7º Programa Quadro Europeu, que pretende estudar a forma como o ser humano pode estabelecer relações de longo prazo com robots e companheiros virtuais e as implicações que isso pode ter no seu desenho, construção e usabilidade.
No LIREC (LIving with Robots and intEractive Companions) são analisados aspetos emocionais e relacionais da aprendizagem, introduzindo o conceito de companheiros virtuais, capazes de migrar entre o PC e o telemóvel, por exemplo.
Secundino Correia, Chief Innovation Officer da Cnotinfor, não esconde o orgulho pela participação no projeto que envolve várias universidades inglesas e o bem português Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento, que acrescenta mais um patamar à vasta experiência que a empresa possui a nível internacional.
Desde o nascimento em 1988, a empresa apostou na oferta na área de soluções integradas e especializadas para o ensino e aprendizagem – software, formação, acompanhamento e avaliação.
Quando comparadas com outras propostas existentes no mercado, as soluções da Cnotinfor diferenciam-se pelo estímulo à criatividade; ou seja, professor e aluno podem descobrir ou criar novas atividades sempre que utilizam as soluções da “Cnoti”.
A Casa de S. Francisco, na Estrada de Assafarge, nº 6, em Castelo Viegas, é o berço das ideias que mereciam outro aproveitamento. Secundino Correia lamenta que o investimento em software educativo seja “praticamente inexistente” no nosso país e considera que o Plano Tecnológico da Educação devia incluir conteúdos. “Investiu-se em hardware e em infraestruturas, mas muito pouco em formação e nada em software educativo”, afirma.
Devido às escolhas realizadas, os famosos computadores “Magalhães”, acrescenta, “em vez de ajudar, arriscam-se a estorvar nas salas de aula”.
Com Portugal “em banho-maria”, a Cnotinfor foi obrigada a procurar novos mercados (Cabo Verde, Brasil, Moçambique e Angola), dando continuidade a um projeto que nasceu no tempo dos “históricos” microcomputadores Spectrum. Mais tarde, com uma mão-cheia de colegas do ensino básico apaixonados pelas “ferramentas” do futuro, lançou mãos à obra. Primeiro, a meio tempo; mais tarde, devido ao crescimento da empresa, a tempo inteiro.
A Cnotinfor é, neste momento, mais do que uma empresa; é um sonho já em família: a filha, Patrícia Correia assumiu a direção executiva.
Chegados a este ponto, é necessário responder a uma pergunta: o que faz a Cnotinfor? O sítio na Net fornece uma pista: “Aprendizagem enRiquecida pela Tecnologia” - soluções integradas e especializadas para o ensino e a aprendizagem, que incluem software, hardware, formação, acompanhamento e avaliação. Trocando por miúdos: ensinar através do “software”.
Porém, é necessário explicar que a Imagina é uma marca registada da Cnotinfor para a apresentação de soluções integradas e especializadas para o mercado educativo.
“Já Está 2“, “Aventuras 2” e o software 3D para aprendizagem de idiomas, são exemplos das propostas da empresa – do ensino pré-escolar ao ensino secundário nas seguintes áreas: línguas, matemática, ciências, TIC, educação artística e educação especial. Os laboratórios virtuais de física, química e eletrónica estão entre as opções para o ensino secundário.
A robótica educativa, as tecnologias interativas e as soluções de mobilidade são outras das áreas de atividade e/ou produtos.
A Cnotinfor e outros parceiros criaram a Edimagina – Educar com Imaginação SA, empresa com vocação essencialmente apontada para a divulgação e comercialização do potencial de inovação criado pela Cnotinfor e para a prestação de serviços especializados conexos no estrangeiro.
A formação de professores em contexto, os programas especiais para a educação informal de adultos com recurso a tecnologias móveis e os programas direcionados para a educação especial e a inclusão são outras áreas da atividade da empresa.”
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