Num estudo levado a cabo pelo Fórum Económico Mundial referente à implementação das TIC – Tecnologias da Informação e Comunicação, Portugal aparece classificado no 30.º lugar, contando com 126,264 subscritores de serviços móveis por cada 100 habitantes, e 33,409 utilizadores de Internet por cada 100 pessoas. Portugal alcança óptimos resultados no que se refere à importância atribuída pelo Governo às novas tecnologias.
Os autores deste estudo destacam o papel crucial das TIC na competitividade e reafirmam a importância de manter o investimento em infra-estruturas tecnológicas, nomeadamente no actual momento de crise que as economias atravessam.
Ficamos, logicamente, satisfeitos com os resultados alcançados por Portugal, ficando demonstrado que grande parte da população portuguesa tem acesso ou utiliza as novas tecnologias, mas questionamos o tipo de utilização que os portugueses delas fazem. Sendo importante a democratização e universalidade das TIC, consideramos de extrema importância o uso pedagógico que delas se faz, quer seja em contexto formal, informal ou não-formal de aprendizagem. As TIC representam um excelente suporte para a aprendizagem, mas apenas por si não produzem resultados efectivos, sendo necessário uma aplicação e utilização orientadas pedagogicamente. Fonte: tek.sapo.pt
Tomemos como exemplo o caso Magalhães.
Por que razão se impôs o modelo Classmate (2ª geração), quando está já disponível o Classmate 3ª geração com caneta e ecrã táctil? Estando nós numa democracia, não deveriam os pais poder escolher entre vários modelos equivalentes que existem no mercado?
Depois temos a questão do software. Em Portugal produzem-se os melhores títulos a nível mundial para a educação pré-escolar e o ciclo do ensino básico, com síntese de voz em Português Europeu da melhor qualidade. Por que razão não foi possível integrar esse software numa ferramenta como o Magalhães, mas foi possível introduzir software para escritório e software traduzido?
Enquanto procura as respostas, aproveite a pausa da Páscoa e aprecie mais uma BICA, um “blended” feito de muitos sabores e vários aromas, que nesta edição foi até ao Congresso Internacional do CADin e mais uma vez nos oferece um leque diversificado de artigos, notícias e reflexões.
Uma santa Páscoa!
Afinal o homem e a sociedade podem nascer de novo!
Isso está ao nosso alcance como uma dádiva, mas é preciso dar o corpo ao manifesto.
Joana Neto
Consultora Educacional
Secundino Correia
Director de Inovação
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