Desde os anos 60 que as TIC namoram a educação. Desde o princípio duas tendências se vincaram: uma que vê as TIC essencialmente como ferramenta para a mente ao serviço de uma aprendizagem mais significativa; outra que vê as TIC como uma promessa de digitalização total dos conteúdos ao serviço do ensino programado.
Na realidade e ao longo dos anos, houve muitas variações entre estas duas visões das TIC na educação, mas, “grosso modo”, elas continuam a marcar opções politicas e estratégias educativas.
No fundo, tudo se joga na tensão entre a liberdade e o controlo; o “alumnus” (aquele que é alimentado) e o aprendiz; a criatividade crítica e os conteúdos clique multimédia.
No pólo das ferramentas para a mente, a linguagem LOGO foi, desde sempre, uma das bandeiras, a partir dos trabalhos do Papert e muitos outros, como Cynthia Solomon, Wally Feurzeig, Marvin Minsky ou Sherry Turkle.
Em Portugal houve algum trabalho pioneiro levado a cabo pelo projecto MINERVA com versões mais ou menos piratas do Logowriter e do IBMLogo.
A primeira versão portuguesa da linguagem Logo surgiu em 1993. Foi o WinLogo, lançado pela Cnotinfor, com o apoio do GEP do Ministério da Educação de Portugal, que apresentava já um ambiente de janelas em DOS. Mais tarde a Cnoti (1995) lançou o MegaLogo no qual se podia trabalhar ao mesmo tempo em inglês, português europeu e português brasileiro. Em 2002 a Cnoti lança uma versão orientada a objectos da linguagem LOGO – “Imagina, cria e constrói…” que viria a transformar-se em marca registada para todo o software desenvolvido pela Cnoti.
Em 2007 o MIT lança o Scratch que celebrou o seu 2º aniversário no passado fim-de-semana.
Na próxima BICA voltaremos ao Scratch com mais detalhe. Até lá!
Secundino Correia
Director de Inovação
“Se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los.“
Isaac Asimov
É necessário estar registado para escrever um comentário.
Caso ainda não se tenha registado poderá registar-se em: http://www.cnotinfor.pt/registo