Existe agora em Portugal, em cada escola pública um computador com acesso à Internet por 5,6 alunos, um valor que se aproxima do encontrado nas instituições de ensino privadas.
Estes números resultam da comparação efectuada com os valores de 2005, altura em que existia um computador para 18 alunos.
Os dados constam do balanço apresentado no dia 02 de Setembro pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, do Plano Tecnológico da Educação, na visita à Escola Básica e Secundária de Albufeira.
O relatório revela ainda que todas as escolas públicas estão ligadas à Internet através de fibra óptica a pelo menos 64 Mbps, existindo 112 instituições que já navegam a 112 Mbps.
No total já foram instalados 228.361 computadores, dos 310 mil previstos no PTE até 2010. Relativamente aos quadros interactivos faltam instalar 1.387 equipamentos, para atingir o valor de 9.000 apresentado como meta.
O número de videoprojectores colocados já ultrapassa os 25 mil inicialmente previstos, totalizando 28.697, cerca de um por cada sala de aula.
O arranque para uma nova fase do PTE, fica marcado pelo lançamento do Portal das Escolas , e pela disponibilização de serviços de nova geração, destacando-se:
a) a videovigilância sobre IP, que se encontra em fase de instalação;
b) o cartão electrónico da escola, com carregamento de saldo remoto (homebanking, ATM e lojas de pagamento), que aguarda visto do Tribunal do Contas;
c) o sistema integrado de comunicações (voz, vídeo e dados sobre IP), cujo concurso será lançado ainda este mês.
Iniciado há dois anos, o PTE assumiu o objectivo estratégico de colocar Portugal, até 2010, entre os cinco países europeus mais avançados na modernização tecnológica do ensino.
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Todas estas medidas apostam no hardware e na tecnologia, execeptuando-se talvez o portal das escolas, que por enquanto é ainda uma promessa.
O que nos preocupa é que a prioridade não é uma melhor aprendizagem enriquecida pela tecnologia… o avanço é medido pelo ratio alunos por unidades de hardware.
Nenhuma medida do PTE contemplou, até agora, software educativo, ferramentas que potenciem a criatividade e a autoria, um melhor ensino, mais e melhor aprendizagem por cada unidade de lata ou plástico tecnológico instalado.