A Conferência de Lisboa sobre o Futuro da Aprendizagem, realizada no dia 12 de Dezembro de 2008, na Futurália – Feira de Juventude, Qualificação e Emprego, na FIL (Parque das Nações), contou com a presença de alguns colaboradores da Cnotinfor. Esta, organizada pelo Ministério da Educação (ME), no âmbito do Plano Tecnológico da Educação (PTE), decorreu ao longo de três painéis, resultantes de parcerias com universidades, associações e empresas líderes do sector das TIC, reunindo diversos oradores, que se destacam como investigadores e decisores nacionais e estrangeiros dos sectores público, empresarial e associativo nas áreas das TIC e Inovação na Educação. Na organização desta conferência, o ME contou com diversas parcerias com entidades públicas e privadas, nomeadamente a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade de Lisboa e a Universidade de Évora, as empresas Cisco, Intel e Microsoft e a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).
O Presidente da Comissão Cientifica da Conferência, Dr. Roberto Carneiro, teve a seu cargo a sessão de abertura, na qual fez uma breve abordagem ao Plano Tecnológico da Educação (PTE), salientando a sua missão de garantir a inclusão digital das novas gerações de portugueses e criar condições para a inovação nas práticas de ensino e de aprendizagem, assim como para a melhoria dos resultados escolares dos alunos, tendo
como objectivo estratégico colocar Portugal entre os países europeus mais desenvolvidos, através da criação de infra-estruturas tecnológicas nas escolas e formação na área das TIC para os membros da comunidade educativa.
Os novos paradigmas de aprendizagem, a modernização tecnológica da educação em Portugal, as comunidades de aprendizagem em rede e o facto da Europa se dedicar em 2009 à inovação e criatividade, foram alguns dos assuntos abordados ao longo da conferência.
Fazemos aqui uma referência mais desenvolvida ao painel “Comunidades de aprendizagem em rede“, o qual foi moderado pelo Professor Vítor Teodoro, enquanto autor de software educacional e investigador no âmbito da introdução de ferramentas computacionais no ensino das Ciências e da Matemática, e comentado pelo Professor António Dias Figueiredo, investigador na área das TIC e dos sistemas de informação das organizações, e proponente do projecto Minerva. Os oradores falaram, em várias perspectivas, das comunidades de aprendizagem em rede e de algumas tecnologias que temos no nosso dispor para o fazer. António Andrade, da Universidade Católica Portuguesa, referiu, por exemplo, o motor de busca Google, o Hi5 ou o Msn, como meios cada vez mais usados para as pessoas se relacionarem e comunicarem. Carlos Correia, Professor, escritor e Director do CITI (Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas), apresentou um projecto de biblioteca digital, criado pelo CITI, onde se aprende através da leitura e em rede.
Este painel contou ainda com Martina Roth, Directora estratégica da Educação, Investigação e Avaliação na Intel Corporation; José Luís Ramos, Professor e investigador da Universidade de Évora; Riina Vuorikari, da European Schoolnet e João Correia de Freitas que falou do inicio das redes, com os projectos Minerva, Nónio e Science Alive, e também de uma aprendizagem colaborativa sustentada em redes educacionais.
Esta conferência, permitiu-nos elencar duas considerações: por um lado, temos acesso às TIC mas não as usamos da melhor forma; por outro, existem algumas experiências-piloto que poderão servir de base para um novo conhecimento, mas não existe um corpus teórico associado.

Durante a Futurália foi apresentada a Escola 2.0, uma estrutura de exposição dinamizada pelo Ministério da Educação (ME), que deu a conhecer o PTE, programa de inovação e de modernização tecnológica da escola portuguesa. A zona Escola 2.0 pretendeu reproduzir diferentes espaços escolares (sala de aula, recreio, bar da escola ou Academia TIC), dando a conhecer protótipos de aplicação de tecnologias de ponta, permitindo a interacção dos visitantes com diferentes soluções tecnológicas da escola.
Finalizamos com a ideia de que mais do que os conteúdos importa o contexto. É importante uma adaptação constante ao mundo em movimento.
Consulte o site oficial da Conferência de Lisboa sobre o Futuro da Aprendizagem.
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