Existem diversas teorias que procuram explicar como o processo de aprendizagem deve ser processado. Através deste artigo pretendo tecer algumas considerações sobre três dessas teorias: o Behaviourismo, Cognitivismo e o Construtivismo. Vou procurar identificar os pontos fracos e fortes de cada uma das teorias assim como identificar as situações onde cada uma delas poderá ser mais adequada. Existem muitas outras teorias sobre esta área, contudo estas parecem-me as mais sólidas e coerentes ao longo da história da educação.
No Behaviourismo a aprendizagem é encarada como um mero processo de reacção a estímulos exteriores. Considera que a mente apenas responde a acções exteriores, ignorando completamente a possibilidade de processos pensados pelo aluno. Pode ser feita uma certa analogia com um tipo de ensino mais convencional. Ao seguir-se esta teoria quando o aluno fica perante situações novas e desconhecidas para ele acaba por não conseguir pensar por ele próprio e não ser capaz de responder ao novo tipo de problema. Por outro lado o formando é, de certa forma, orientado para uma tarefa mais concreta e permite-lhe responder mais instintivamente a essas situações que já conhece.
Já o Cognitivismo defende que a aprendizagem resulta da estruturação gradual dos conhecimentos, feita pelo aluno. É dada uma grande importância à compreensão dos mecanismos de aprendizagem. Está pois subjacente uma filosofia de aprendizagem pela descoberta. Como aspecto menos positivo existe o facto do formando ao aprender uma forma própria e pessoal de cumprir uma tarefa pode não estar a aprender a metodologia mais indicada para realizar essa tarefa. Por outro lado o formando adquire maior facilidade em pensar por ele próprio, tornando-se mais independente.
Relativamente ao Construtivismo esta teoria defende que os formandos constroem activamente o conhecimento a partir das suas experiências. Dá ênfase à aquisição de conhecimentos através das percepções que os alunos adquirem através das suas experiências individuais. Segue assim uma filosofia de aprender fazendo e aprender com os erros. Em situações onde é exigido conformidade esta teoria poderá não ser a mais indicada uma vez que pensar e actuar de forma diversa poderá causar problemas. Contudo, o formando é capaz de interpretar múltiplas realidades tendo assim mais capacidade para lidar com as situações da vida real.
Existem situações diferentes para usar cada uma destas teorias. Uma abordagem behaviorista pode ajudar no domínio de uma tarefa de carácter mais repetitivo. As estratégias cognitivas são úteis para ensinar tácticas de resolução de problemas em que factos definidos e regras são aplicados em situações não familiares. As abordagens construtivistas são especialmente indicadas para lidar com problemas onde é necessária uma reflexão mais instantânea por parte dos alunos, inclusivamente enquanto a acção se processa.
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