A comunicação nos nossos dias já não é o que era até há bem pouco tempo, quando reinavam apenas a rádio e a televisão. Esse sentido essencialmente unilateral e vertical, em que a pessoa é apenas um receptor, caracterizado pela imobilidade e pela passividade, já não se enquadra nas exigências e vicissitudes dos homens e mulheres deste século. Os “novos media” emergem com o poder de recuperar as qualidades de cidadania perdidas pela expansão dos mass media. O consumidor mudou e reclama um papel activo. Vejamos neste artigo a opinião de alguns especialistas.
Citando David Leal, “os novos media estão a mudar rapidamente a forma como procuramos, acedemos e criamos notícias e informação. A Internet tornou-se o ponto de referência para todos aqueles que já não se satisfazem com a qualidade, profundidade e abrangência das notícias que os meios de comunicação em massa fornecem”. Na opinião do mesmo autor “os novos media estão a mudar rapidamente a forma como procuramos, acedemos e criamos notícias e informação. A Internet tornou-se o ponto de referência para todos aqueles que já não se satisfazem com a qualidade, profundidade e abrangência das notícias que os meios de comunicação em massa fornecem”.
Torna-se necessário que a comunicação seja real e não apenas aparente. A quantidade crescente de fontes de transmissão de conteúdos e o agrado com que é recebida a sua difusão, colocam as formas de produção e difusão da cultura dos media entre os mais importantes agentes de socialização. Como diz Miguel Figueiredo, citado por Alfaia, “as experiências digitais são altamente eficazes em termos de conquista de notoriedade, transmissão de valores, e envolvimento do consumidor no universo da marca”. Kerkhove entende, por sua vez, que “não é o mundo que se está a tornar global, somos nós”, e “hoje, o novo ‘senso comum’ é o processo digital.”.
Há uns anos atrás, como recorda Leal, para ter notícias era preciso ligar a TV ou ler um jornal. Hoje, os utilizadores da Internet preferem inserir palavras-chave nos motores de busca mais importantes e depois analisar os resultados até que encontrar exactamente o que procuram. LeeAnn Prescott, no seu Relatório sobre Notícias e Média, confirma que “a fatia de mercado de visitas no top 10 de sítios Web de Notícias e Media desceu 3.8% de Março 2006 a Março 2007, mostrando que o consumo de notícias está a começar a ficar fragmentado, conforme os utilizadores estão a expandir o âmbito das fontes noticiosas para sítios de notícias não tradicionais”.
Ferreira salienta “uma outra perspectiva que não pode deixar de ser considerada acerca do papel dos novos media, pela sua dimensão, que tem a ver com os media enquanto construtores da realidade social, através da difusão de modelos de comportamento, hábitos de consumo, representações da realidade social e natural, opiniões, etc. “Espera-se que Portugal siga a tendência de países europeus como o Reino Unido, onde o investimento em novos media assume já um peso significativo”, segundo Alfaia.
Referências:
FERREIRA, Gil, A Ideologia Dos Novos Media: Entre Velhas E Novas Ambivalências, http://www.labcom.ubi.pt/agoranet/01/ferreira-gil-ideologia-media-ambivalencias.pdf (Escola de Ciências e Tecnologia do Centro Regional das Beiras da Universidade Católica)
ALFAIA, Catarina, Quanto valem os novos média, in Marketeer, 137, Dezembro de 2007
LEAL, David, (2007) Novos Media Nos EUA: Novas Tendências E Estatísticas – O Relatório Hitwise in http://www.masternewmedia.org/pt/entrega_e_distribuicao_de_conteudos/novos-media/novos-media-nos-EUA-novas-tendencias-e-estatisticas-o-relatorio-hitwise-20070518.htm
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