O polémico documentário de Al Gore, “Uma Verdade Inconveniente”, passa uma mensagem que não podemos ignorar: o planeta está a morrer. Centenas de estudos científicos alertam para os efeitos do aquecimento global para rapidamente percebermos que é tempo de passar à acção.
Ninguém sabe ao certo se o efeito devastador provocado sobre o nosso frágil ecossistema ao longo dos últimos cem anos de intensiva produção industrial pode ainda ser revertido. Mas nesta fase da História, uma coisa é certa: todos, e cada um de nós, temos a responsabilidade de, pelo menos, tentar fazê-lo.
O sector tecnológico, se por um lado é um dos mais poluentes a nível mundial, por outro, é também o sector que mais promove o desenvolvimento e o conhecimento da Humanidade. Depois de décadas de indiferença, eis que a consciencialização ecológica começa a entrar na agenda das grandes empresas tecnológicas do mundo. A preocupação com o ambiente está na origem de um verdadeiro movimento de reinvenção tecnológica que conta com a crescente adesão de fabricantes e utilizadores. Saiba o que está a mudar e o que se está a fazer para ajudar.
No que toca às regras que regulam os materiais usados na produção de equipamentos informáticos, a Europa e a Ásia têm legislação reconhecidamente bem mais apertada que os Estados Unidos. Mas, felizmente, ao longo do último ano, também as maiores marcas americanas se têm progressivamente juntado à corrida verde.
Reveladora deste alastrar de consciência ambientalista é a vaga de novas empresas que estão a chegar agora ao Silicon Valley. Todas as start-ups tecnológicas estão já vocacionadas de origem para a produção da chamada “tecnologia limpa”.
A Microsoft traçou o objectivo de desenvolver tecnologias para ajudar as cidades a reduzir as suas emissões de gás de estufa, esta empresa acaba de se juntar à Fundação associada ao ex-presidente dos EUA, Bill Clinton.
A IBM é outra gigante que acaba de aderir ao movimento verde ao anunciar que vai começar a disponibilizar mil milhões de dólares, por ano, à investigação de tecnologias que cumpram o objectivo de tornar as infra-estruturas das tecnologias da informação energeticamente mais eficientes.
Ocupando sempre os primeiros lugares na lista da Greenpeace como a empresa tecnológica mais poluente do mundo, a Apple acaba de adoptar uma nova política de reciclagem que estabelece que, a partir deste Verão, todas as suas lojas mundiais tenham acesso ao programa de reaproveitamento de materiais da marca.
Fonte: Exame Informática
É necessário estar registado para escrever um comentário.
Caso ainda não se tenha registado poderá registar-se em: http://www.cnotinfor.pt/registo