“Possuir um elevado nível de tecnologia em contextos de aprendizagem melhora consideravelmente a performance educativa, desde que com os devidos apoio e entusiasmo na sua adopção”. Esta é a principal conclusão de um estudo de 4 anos, denominado ICT Test Bed project, iniciado em 2002 pelo Departamento para a Educação e Habilidades, gerido pela Becta, Agência Britânica para a Educação. Trata-se de uma avaliação independente levada a cabo pelas Universidades de Manchester Metropolitan e de Nottingham Trent, divulgada em Junho de 2007.
O projecto procurou investigar de que forma tornar a tecnologia como uma parte integrante da aprendizagem nas escolas e colégios poderia melhorar o desempenho dos alunos, o seu nível de aquisição, as práticas educativas e o desenvolvimento escolar de uma maneira geral. Foram envolvidas escolas dos vários níveis de ensino, seleccionadas em zonas do Reino Unido consideradas de maior desvantagem social e económica. A cada escola foi oferecida uma determinada quantia a aplicar ao longo dos 4 anos, para instalação de hardware e software. Cada escola concebeu o seu próprio plano de trabalho. Os fundos atribuídos cobriram também despesas de formação.
Os resultados do projecto demonstraram que, nas escolas onde a tecnologia foi efectivamente integrada:
• O ambiente da sala de aula melhorou com a utilização de tecnologia de apresentação, promovendo maior interacção entre professores e alunos;
• Os alunos experimentaram uma aprendizagem mais personalizada, com mais oportunidades de “aprender fazendo”, utilizando metodologias diversas e mais adequadas às necessidades individuais.
• Professores e alunos trabalharam em conjunto de forma mais próxima, na definição de objectivos e na troca de feedbacks.
• Nos níveis de ensino mais elevados, verificou-se que a plataforma de aprendizagem criada na escola se estendeu também até às casas dos alunos.
• Tanto o comportamento como a frequência das aulas melhorou cerca de 3 a 4 %
Utilizar a tecnologia na aprendizagem produziu mudanças fundamentais na forma como os professores trabalhavam, seja com os alunos, seja com a administração das escolas e até com as famílias. Também as próprias competências dos professores melhoraram, quer na utilização da tecnologia quer na gestão no seu próprio trabalho. As plataformas de aprendizagem tornaram mais fácil para os professores encontrar recursos, criar novos, partilhar, planificar as aulas. “Se a tecnologia for utilizada de forma adequada na sala de aula pode ajudar a produzir melhorias significativas nos resultados. Não apenas a nível académico, mas também no envolvimento, na frequência escolar e na eficiência geral de toda a instituição” diz Stephen Crowne, Chefe Executivo da Becta. “É importante explorar o poder da tecnologia e deixar de lhe dar um papel marginal para lhe dar um papel central”, continuou.
Ao comentar os resultados do estudo, o Ministro das Escolas Britânico Jim Knight referiu que “a tecnologia já está a apoiar os professores a elevar o padrão de qualidade das escolas e a equipar os jovens para explorar a futura economia do conhecimento”. “Este estudo demonstra precisamente como as TIC têm o poder de transformar a aprendizagem dos mais novos – tanto fora como dentro dos portões da escola. Prova de forma clara como a tecnologia integrada na escola pode apoiar os professores, aumentando os níveis de desempenho e inclusive o envolvimento com os alunos e com os pais”, concluiu. O relatório final do projecto pode ser consultado em http://www.evaluation.icttestbed.org.uk/reports
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