É do conhecimento de todos que a Internet aproxima as pessoas, reduz o Planeta à distância de um clique, elimina fronteiras e barreiras, em todos os domínios da sociedade. Na área da investigação, mais concretamente, a Internet tem vindo a permitir sérios avanços na medida em que, por exemplo, possibilita a fácil e acessível partilha de dados, elaboração de projectos em parceria, e a sua respectiva publicação. Um exemplo muito concreto desta realidade é a publicação digital eLearning Papers, que veio dar uma nova dimensão ao intercâmbio de informações sobre o e-learning na Europa e incentivar a investigação. A eLearning Papers faz parte do portal elearningeuropa.info. O portal é uma iniciativa da Comissão Europeia que visa promover a utilização das tecnologias multimédia e da Internet ao serviço do ensino e da formação.
Investigadores de toda a Europa podem, assim, publicar papers em quatro grandes áreas de interesse: escolas, educação superior, educação e emprego e educação e sociedade. Nesta comunidade são aceites temas relacionados com o e-learning, como por exemplo, Tecnologias, Pedagogia, Processo, Qualidade e Avaliação, eInclusão, Ambientes de Aprendizagem. A eLearning Papers contém um editorial, artigos, entrevistas e/ou recensões críticas, e é publicada cinco vezes por ano. Para cada artigo há um sumário disponível em 19 línguas. O texto integral está disponível na língua de origem. Neste momento existem mais de 20,000 utilizadores registados na comunidade. Além disso, o portal tem também fóruns de discussão on-line e uma newsletter.
Aproveitamos para divulgar parte de um dos papers on-line no momento, com o título “Ensino inclusivo: ajudar os professores a escolher recursos TIC e a utilizá-los de forma eficiente” da autoria dos investigadores Vincenza Benigno, Stefania Bocconi, Michela Ott. “Este artigo debruça-se sobre o tema da inclusão escolar no contexto do conceito do Acesso Universal à Educação. Centra-se no forte potencial que as TIC oferecem para evitar qualquer tipo de discriminação entre alunos. Nele advoga-se o papel fundamental que os professores desempenham ao tirar o máximo proveito das oportunidades disponibilizadas pelas novas tecnologias para apoiar a total inclusão de todos os alunos nos sistemas regulares de ensino. Sob esta perspectiva, para considerar o Acesso Universal à Educação enquanto objectivo concreto e alcançável, os professores precisam de estar cientes do potencial das TIC e devem poder adquirir o conhecimento adequado e as competências funcionais para poderem, de forma adequada, escolher e utilizar este tipo de recursos”. (…) “a ideia central é a de que o processo de inclusão pode ser fortalecido pelas ferramentas das novas tecnologias, mas por sua vez que tal requer alterações e mudanças nos conteúdos educativos, nas abordagens, nas estruturas e nas estratégias”.
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