Esta é uma questão controversa. Se por um lado se defende que é importante para a aprendizagem utilizar o jogo, a brincadeira, para dar um carácter lúdico, mais divertido e atractivo, e assim, melhor cativar os alunos, por outro lado, também se alerta para o facto de não se cair no exagero de transformar toda a aprendizagem numa brincadeira. Acreditamos que o ideal é encontrar uma medida q.b que permita criar ambientes de aprendizagem efectiva, com a dose certa de brincadeira e aquisição de conhecimentos e competências.
Uma educadora da Flórida, Mechelle De Craene (EUA), publicou na Internet os resultados de uma experiência muito interessante que tem realizado com os seus alunos com necessidades educativas especiais, com base no conhecido jogo de vídeo SIMS. A educadora utiliza o jogo como um método que ajuda as crianças e melhor expressas as suas ideias, contar e imaginar histórias. Os alunos partilham entre si modificações que conseguem criar, fazem pesquisas por sua própria iniciativa, conseguem inclusive conceber e criar personagens e histórias na medida exacta das suas necessidades e capacidades, das suas emoções, das limitações que experimentam no seu quotidiano.
Por outro lado, os colegas que não têm necessidades educativas especiais podem “vestir a pele” dos seus amigos e “experimentar” virtualmente as suas capacidades e dificuldades. Trata-se de um jogo baseado essencialmente em pessoas virtuais chamadas “Sims”, que o jogador controla como se fosse numa “casa de bonecas virtual”, desde as suas actividades diárias como dormir, comer, cozinhar e tomar banho. Will Wright, o designer do jogo, refere-se a ele como um “brinquedo digital”. A última versão do jogo é completamente em 3D, e as personagens podem envelhecer e passar os seus traços genéticos aos seus filhos. Para mais informações sobre esta experiência, visite o site http://elgg.net/mechelledc/weblog/128682.html.
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