O Ministério da Educação (ME) através do Despacho n.º 16795/2005 definiu uma proposta para as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s) do ciclo do Ensino Básico – actividades seleccionadas de acordo com os objectivos definidos no Projecto Educativo do agrupamento de escolas, que constam do respectivo plano anual de actividades e que entrou em vigor neste ano lectivo de 2006/07. O programa destas AEC’s foi concebido tendo em conta “a importância do desenvolvimento de actividades de animação e de apoio às famílias na educação pré-escolar e de enriquecimento curricular no ciclo do ensino básico, para o desenvolvimento das crianças e consequentemente para o sucesso escolar futuro”.
Mas, afinal o que são as AEC’s?
O ME considera Actividades de Enriquecimento Curricular no ciclo do Ensino Básico as que incidem nos domínios desportivo, artístico, científico, tecnológico e das tecnologias da informação e comunicação, de ligação da escola com o meio, de solidariedade e voluntariado e da dimensão europeia da educação, nomeadamente, as actividades de apoio ao estudo, o ensino do Inglês e outras línguas estrangeiras; actividade Física e Desportiva; ensino da Música e outras expressões artísticas, entre outras actividades que incidam nos domínios identificados. O ME considera também que a implementação das AEC’s vai de encontro à necessidade de “adaptar os tempos de permanência das crianças nos estabelecimentos de ensino às necessidades das famílias e à necessidade de garantir que esses tempos são pedagogicamente ricos e complementares das aprendizagens associadas à aquisição das competências básicas”.
No âmbito do estágio curricular, visitámos uma escola que se encontra abrangida por esse projecto e constatámos que os professores apontam algumas dificuldades na prossecução de todo o processo. Um dos principais problemas com que as escolas se debatem prende-se com a falta de espaço e equipamentos escolares. A maioria dos edifícios necessita de obras de melhoramentos. O facto de o Ciclo do Ensino Básico estar a ser alvo de uma profunda mudança, quer no plano curricular e de reorganização administrativa, parece-nos trazer ao de cima algumas contrariedades, como aliás acontece em qualquer período de mudança, sobretudo ao nível da gestão do espaço físico, do horário de funcionamento da escola e dos recursos humanos disponíveis.
Colocado no dia: 20 Março 2007 às 0:00
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