Estima-se que uma em cada 200 pessoas é incapaz de se comunicar por meio da fala devido a factores neurológicos, físicos, emocionais e cognitivos. É possível que no Brasil, de 190 milhões de habitantes, 950 mil pessoas sofram de algum distúrbio da fala. A afirmação é de Leila Nunes (Universidade do Estado do Rio de Janeiro e coordenadora do Laboratório de Comunicação Alternativa e Ampliada (LCAA) da universidade. “Entretanto, apesar de não conseguirem falar, muitas dessas pessoas com paralisia cerebral ou autismo são capazes de se comunicar de outras maneiras, pela associação de símbolos, fotografias, gestos, expressão corporal e facial, na chamada comunicação alternativa”, refere a especialista.
Com base nesta constatação, a especialista elaborou um projecto, ainda em curso, para avaliar os efeitos do emprego dos recursos da comunicação alternativa no desenvolvimento linguístico e comunicativo de alunos com paralisia cerebral, incapazes de utilizar a linguagem oral. Uma das razões que fundamentam este projecto prende-se com a questão da inlcusão/ exclusão nas escolas. Relativamente a este assunto, Leila Nunes diz o seguinte: “Tanto na escola regular quanto na especial, não basta colocar estes alunos na rede de ensino se não criarmos os meios para facilitar seu acesso aos estudos e a sua permanência na escola.
O objectivo do projecto é, pois, o de dar Voz através de imagens: "comunicação alternativa para indivíduos com deficiência”. De acordo com a coordenadora, o projecto pretende estudar uma determinada turma, observar a interacção da professora com os alunos em diversas actividades escolares, nas quais não se fazia uso da comunicação alternativa; ensinar, juntamente com a professora, os alunos a utilizarem recursos alternativos; analisar depois a diferença nas duas situações: antes e depois do emprego da comunicação alternativa.
Os recursos de comunicação alternativa são vários: símbolos, fotografias, gravuras e desenhos esquemáticos. E ainda palavra escrita, gestos, expressão corporal, facial, comunicadores computadorizados. A coordenadora do projecto chama também a atenção para a formação de especialistas em comunicação alternativas. Os resultados finais do projecto deverão estar prontos até o final de 2008. “A intenção é que os dados sirvam para auxiliar não só professores de escolas especiais, mas também, professores de escolas regulares inclusivas, aquelas que abrigam alunos com necessidades especiais e alunos sem deficiência”.
Aqui na Cnotinfor temos recebido muitos retornos positivos da parte dos nossos clientes que utilizam os nossos produtos para a comunicação alternativa, como o Escrita com Símbolos e o Invento, que se traduzem sobretudo num reforço da aprendizagem e da auto-estima dos alunos. Esperamos que, de facto, este projecto produza resultados interessantes e que sirva também de exemplo para experiências semelhantes.
Fonte: Vinicius Zepeda, Pesquisa testa métodos alternativos em alunos com distúrbios de fala, in http://www.faperj.br/boletim_interna.phtml?obj_id=4175
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