Apesar de já ter passado a data, nunca é demais lembrar que no dia 16 de Novembro se celebra o Dia Internacional para a Tolerância. No ano passado, Koïchiro Matsuura, Director geral da UNESCO considerava a celebração deste dia “uma chamada universal a uma das maiores virtudes da humanidade. A tolerância implica um empenhamento activo e a compreensão da riqueza e da diversidade da humanidade. Nas sociedades actuais, cada vez mais multiétnicas e multiculturais, constitui um dos princípios fundamentais da democracia e o fundamento da coexistência pacífica entre os povos. Mas a tolerância pode começar ainda antes, na nossa casa, na nossa escola, no nosso local de trabalho. Neste época de Natal, fale de tolerância aos seus filhos, alunos, educandos.
A 16 de Novembro de 1995, a data do cinquentenário desta Organização, os Estados membros da UNESCO adoptaram uma declaração de princípios sobre a tolerância. Esta declaração afirma que a tolerância não é nem concessão, nem condescendência, nem indulgência, mas sim uma atitude positiva de respeito e de reconhecimento mútuo, animada pelo reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais.
Na mensagem de Koïchiro Matsuura de 2006 para assinalar este dia, era bem claro o papel primordial e de responsabilidade que a Educação desempenha na construção da tolerância: "É fundamental que as nossas crianças aprendam a tolerância, por forma a que possam compreender as razões pelas quais o respeito dos direitos da pessoa, da dignidade humana e da diversidade da humanidade são indissociáveis. Devemos contudo assegurar-nos de que o próprio ensino esteja isento do vírus da intolerância. A educação deve ensinar às pessoas quais os direitos e liberdades que partilham, para que cada um possa respeitá-los e usufruí-los".
A utilização das TIC na escola, nomeadamente de software aberto, interactivo, pode dar o seu contributo na promoção da tolerância. Além de igualar o acesso a equipamentos que muitas crianças não possuem em casa, permite que cada um siga o seu próprio caminho, ao seu ritmo, com possibilidade de voltar atrás, de avançar, de testar outras alternativas, promovendo-se um afastamento face a práticas tradicionais desactualizadas, onde existe apenas uma solução standard, uma só forma de chegar ao resultado.
Fonte: http://www.acime.gov.pt/modules.php?name=News&file=article&sid=1608.
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