Segurança de Crianças na Internet: conheça uma nova ferramenta de ajuda!

Há muito que a Internet passou a fazer parte do nosso quotidiano, seja por questões profissionais, seja por motivos pessoais, seja por pura e simples curiosidade e vontade de “navegar”. As crianças, verdadeiros “peixe na água” em tudo o que envolva tecnologia, desperte a curiosidade, forneça informação rápida e eficaz sobre as suas questões, aderiram também em força a este novo “brinquedo”. No entanto, este advento da Internet cedo trouxe também outras preocupações aos pais e educadores e aos próprios governos, relacionadas sobretudo com a sua segurança e protecção.

Aceder à Internet, sim, claro, mas…como evitar sites com conteúdos inadequados para crianças, como garantir que as crianças não serão abordadas por estranhos mal-intencionados, como assegurar a sua segurança e privacidade, como diluir os efeitos nocivos de publicidade agressiva, entre muitas outras questões.

Existem diversos programas de bloqueio e filtragem disponíveis no mercado, mas a experiência diz-nos que não são suficientes nem incontornáveis. A maioria dos estudos e sites dedicados a esta temática indicam que, mais importante do que tais programas, é a atitude que pais e educadores deverão desenvolver. Antes de mais defende-se que os pais estejam à vontade com o assunto, conheçam bem a Internet e os riscos a ela associados, criem sempre um clima de abertura e diálogo que leve as crianças a falar sobre o que pesquisam, o que encontram, dúvidas que surgem. É aconselhável também aos pais acompanhar sempre que possível, as suas pesquisas na Internet, para ajudar a discernir o que é bom ou não para a criança. Por outro lado, as crianças devem também ser informadas dos riscos que correm e responsabilizadas por uma utilização saudável das potencialidade da Internet.

Em 2005, Ida Brandão, do Projecto Seguranet desenvolvido para o Ministério da Educação, num artigo relativo a esta temática, indicava algumas dicas úteis para educadores, de acordo com as diferentes idades das crianças:

  • 2 – 4 anos – as imagens e os sons estimulam as crianças – as crianças nunca devem ser deixadas sozinhas na Internet;
  • 5-6 anos – começam a navegar na Net – o computador deve estar visível para os pais, de forma a que possam monitorizar as suas pesquisas;
  • 7-8 anos – já utilizam o email e têm curiosidade em visitar sites menos apropriados – podem utilizar-se programas de filtragem;
  • 9-12 anos – costumam entrar em “chats” com os amigos – devem ser avisados que podem estar a falar com estranhos;
  • 13-17 anos – já sabem mais de Internet do que os seus pais – (os riscos são maiores e devem estar informados dos riscos legais e criminais que podem correr).

A propósito desta problemática, foi lançada no passado dia 8 de Dezembro pelo Schoolnet’s Insafe team (http://www.saferinternet.org) o portal Europeu para a Segurança na Internet, uma nova ferramenta para as crianças que as poderá ajudar a conhecer e avaliar melhor o seu próprio perfil enquanto utilizadores das novas tecnologias, sobretudo da Internet e do Telemóvel. Trata-se de um questionário on-line disponível em http://insafe-survey.eun.org/ em 14 línguas (estará também disponível em Português brevemente), destinado a crianças entre os 10 e os 18 anos.

De acordo com as respostas de cada utilizador, será indicado à criança qual o seu nível de controlo tecnológico, bem como serão indicadas algumas respostas mais “correctas” para as respostas “erradas” que a criança tiver indicado no questionário. Esta ferramenta pode ser pode ser utilizada pelas crianças individualmente, ou pode ser usada como uma actividade de “quebra-gelo” numa aula em que se debatam esta problemática.

O questionário é composto por diversas questões. Aqui ficam alguns exemplos: quantas horas passas na Internet por semana, quantas fotos envias e recebes através do telemóvel, quantas mensagens SMS, qual a página web preferida. Além das perguntas directas, inclui algumas de situação em que a criança, perante uma determinada situação deve indicar entre várias hipóteses, qual a atitude que escolheria. Por exemplo, o que fazer se um estranho quer adicionar-se ao teu messenger, o que fazer se ao fazer a subscrição de um jogo on-line te pedem os dados do cartão de crédito, o que dizer se um desconhecido se quer encontrar contigo, etc.

Outros links a consultar:
http://www.netparapais.com/
http://www.miudossegurosna.net/

Inês Cardoso
Teresa Pinto



Colocado no dia: 13 Dezembro 2006 às 0:00

Tags:

Artigo escrito por: InesCardoso

Comentários


Deixe um Comentário

É necessário estar registado para escrever um comentário.

Caso ainda não se tenha registado poderá registar-se em: http://www.cnotinfor.pt/registo

Símbolos Ativar/Desativar

Subscrever via RSS







  • Comunidade Cnotinfor



  • Criar conta gratuitamente
    Esqueceu a sua password?
    • Print
    • email
    • Twitter
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • del.icio.us
    • LinkedIn
    • RSS



    Edições


    Áreas

    ajudas técnicas Aprendizagem Artigos de Opinião Aventuras 2 Bibliotecas BICA Curta CAA Centro de Formação Comunicar com Símbolos Comunicação Aumentativa e Alternativa Concursos Editorial educação especial Escrita com Símbolos Eventos formação à distância Inclusão inVento Investigação e Desenvolvimento Já Está 2 Lançamento de Produtos Leitura LIREC literacia matemática Necessidades Educativas Especiais notícias Pequeno Mozart Plano Tecnológico da Educação Portal de Actividades Imagina produtos de apoio quadro interactivo Questões e Aprendizagem recursos educativos Robótica robótica educativa Software Educativo Software Imagina Software Inclusivo Símbolos para a Literacia da Widgit tecnologia digital tecnologias tecnologias de apoio Testemunhos e Experiências TIC em contexto curricular