A Matemática e os Quadros Interactivos: uma revolução na forma de ensinar/aprender
A Universidade de Keele, em Staffordshire, Reino Unido tem vindo a realizar há cerca de 6 anos diversos estudos sobre a utilização de Quadros Interactivos no ensino da Matemática (sobretudo no Ensino Secundário). Os resultados do estudo mostram que a junção deste dois “elementos” indicia uma verdadeira revolução na aprendizagem desta disciplina. Aqui ficam algumas indicações elaboradas a partir desses estudos, que podem ser úteis aos professores de matemática (e não só) que utilizam ou que em breve utilizarão os quadros interactivos na sala de aula.
Tem-se verificado que mesmo nas escolas onde os professores utilizam os quadros interactivos, nem sempre os mesmos são aproveitados da melhor forma, acabando por se cingir ao estilo de simples apresentação. De acordo com os autores destes estudos, para que o quadro interactivo tenha o devido impacto na dinâmica da sala de aula e nos próprios alunos, é necessário adaptar as estratégias de sala de aula para um formato “triangular”: trabalho na secretária, trabalho no quadro interactivo, trabalho na “cabeça dos alunos”.
O quadro interactivo constitui uma forma de “orquestrar” a aprendizagem dos alunos, utilizando objectos manipuláveis: por exemplo, manipular e visualizar fracç~oes em tempo real,procurar fracções equivalentes, procurar regras de equivalência em fracções ou decimais, visualizar objectos do dia a dia, como por exemplo uma pizza, representada em forma de fracção, entre muitos outros exemplos.
Os quadros interactivos podem normalmente ser utilizados de 3 formas: com software pronto a utilizar, re-escrevendo sobre o software ou sobre o que está a ser projectado no quadro, utilizando o próprio software do quadro interactivo ou utilizando uma linguagem de autoria como o Imagina ou o ActivStudio.
Antes de utilizar um quadro interactivo
- http://www.imagina.pt
- Obter formação inicial sobre como instalar e como utilizar, como adaptar a sua forma de ensinar a um novo formato de aulas interactivas;
- Partilhar e trocar experiências com os colegas que já utilizam o quadro interactivo (O portal www.imagina.pt está aberto a esta partilha);
- Quanto mais utilizar, mais fácil se tornará para si o quadro interactivo;
- Dizer aos alunos que também irá aprender com eles, certificando-se que eles também aprendem e utilizam efectivamente o quadro;
- Não se preocupar demasiado com os erros técnicos que possam surgir, normalmente os alunos até poderão ajudar a superá-los;
- Ter em consideração a possibilidade de utilizar ou não a Internet Planear bem a aula para tirar partido do quadro interactivo;
- Definir previamente objectivos a atingir bem como de que forma pode o quadro interactivo enriquecer a aprendizagem e estimular os alunos.
- Fazer uso dos diversos estilos de utilização de um quadro interactivo, utilizando software adequado, utilizando o software do próprio quadro, utilizando uma linguagem de autoria.
- Verificar em que tipo de superfície será feita a projecção e de que modo pode ser ela também aproveitada (por exemplo, se tem alguma textura).
- Estar à vontade com o software que vai utilizar, experimentando antes da utilização na aula e tirando todas as dúvidas com a editora do programa.
- Saber como abrir e fechar ficheiros, voltar atrás, apagar, anular acções, etc.
- Prever actividades que levem os alunos a desenhar, sublinhar, realçar, escrever, mover, esconder e mostrar objectos, utilizar feedback imediato, animações, voltar atrás, etc, no quadro interactivo. Incluir actividades interactivas com sentido que ajudem os alunos a entender as ideias e conceitos matemáticos.
- Prever avaliação formal e informal integrada na aula, fazendo uma revisão/avaliação continua da aula que possibilite voltar atrás se necessário.
- Utilizar software específico para a matemática, quando adequado;
- Iniciar com um actividade de “quebra-gelo” para assegurar um envolvimento imediato de todos Prever um bloco principal no qual são exploradas as ideias principais, se esboçam expectativas, se fazem debates, são dados exemplos e se prepara o desenvolvimento de uma componente mais prática que facilite a aprendizagem;
- Terminar com uma sessão plenária para fazer uma revisão cognitiva da aula e onde se tracem ideias em conjunto;
- Se a escola dispõe de câmara de filmar, ou câmara fotográfica, aproveitar também para tirar fotografias com os alunos, filmar experiências feitas e projectar depois no quadro interactivo. Lembre-se que essas fotos e filmes converter-se-ão também em objectos manipuláveis no ecrã;
- Utilizar o teclado do quadro interactivo quando apropriado e vez do teclado do computador;
Fazer uma utilização efectiva do quadro interactivo
Normalmente, como em qualquer mudança, é necessário algum tempo até começar a obter um uso efectivo do quadro interactivo. Os estudos feitos nesta área indicam que os professores obterão gradualmente melhores desempenhos com o quadro interactivo quando:
- Se reconhecer que de facto haverá uma progressão no desenvolvimento das competências pedagógicas e técnicas de forma a maximizar as vantagens do utilização dos quadros interactivos;
- Se obtém formação adequada na utilização de software realmente interactivo, facilmente manipulável no quadro interactivo;
- Se são estabelecidos planos de forma a fazer uma introdução gradual da utilização do quadro interactivo na sala de aula;
- A disposição da sala de aula permite uma boa visibilidade e bom acesso dos alunos ao quadro interactivo;
- Se são também integrados na sala de aula outros equipamentos media;
- Os alunos são encorajados a colaborar expondo o seu entendimento dos conteúdos da aula ao professor e aos colegas, através do quadro interactivo;
- Os processos de avaliação são adequados e a avaliação é feita de forma continua;
- São impressos os materiais construídos em conjunto no quadro e são dadas cópias a todos os alunos (ou, em alternativa, são colocados na plataforma de apoio na Internet, caso exista).
- Os alunos são informados para nunca olhar directamente para a luz do projector, sob pena de causar lesões oculares.
O que é uma aula interactiva?
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A atenção é dirigida para o quadro interactivo e não para o professor;
- São utilizados materiais de qualidade que motivam os alunos e os envolvem em actividades interactivas, nas quais obtêm feedback imediato;
- A participação dos alunos, seja individual ou em grupo, é “orquestrada” e monitorizada directamente com o quadro interactivo;
- A discussão, o debate, o levantar questões, o propor hipóteses, o apleo ao raciocínio são pilares básicos da aula.
- As competências técnicas dos professores possibilitam um fluir ágil das actividades e isso cativa o interesse dos alunos;
- Utiliza-se software específico para a Matemática, sempre que seja adequado;
- Os professores estão informados e formados sobre técnicas que estimulam a aprendizagem e a interactividade, e integram tais metodologias na dinâmica da sala de aula, mantendo o interesse e atenção dos alunos.
A Cnotinfor está apta a transferir tecnologia e conhecimento que permitem à escola criar a solução adequada para tornar esta experiência de aprendizagem uma realidade. Visite-nos em http://www.imagina.pt/projectos/e-fixe/index.php e em http://rv.cnotinfor.pt/produtos/equipamentos_interactivos.php ou contacte-nos através do telefone 230499235 e esclareça hoje mesmo todas as suas dúvidas.
Fonte: Interactive whiteboard research and CPD @ Keele, Dave Miller, Keele University, 2004, http://www.keele.ac.uk/depts/ed/iaw/.
Inês Cardoso
Teresa Pinto
Colocado no dia: 15 Dezembro 2006 às 0:00
Tags: Questões e Aprendizagem
Artigo escrito por: InesCardoso