Na história do Ensino e da Educação, a Biblioteca Escolar foi sempre considerada um espaço privilegiado, sobretudo para o professor, na medida em que facilitava a consulta de materiais, a pesquisa, a disseminação de novos conteúdos. Gradualmente, a Biblioteca Escolar (BE) foi adquirindo uma cada vez maior importância, uma vez que a própria pesquisa de informação e o aumento exponencial da disponibilidade das fontes de informação passaram também a deter um papel importante nas metodologias da educação.
Hoje, a BE é já uma realidade na maioria das nossas escolas e assume um papel cada mais importante no desenvolvimento das actividades de ensino, actividades não lectivas e de tempos livres, e na promoção e aproximação às novas TIC.
De acordo com o Manifesto Biblioteca Escolar, preparado pela Federação Internacional das Associações de Bibliotecários e de Bibliotecas e aprovado pela UNESCO em 1999, “Uma biblioteca escolar com uma rica variedade de fontes é um pré-requisito para o enriquecimento do curriculum e um esforço sistemático para ir de encontro às necessidades individuais do aluno”.
A utilização de livros e outros recursos em diferentes suportes, como é o caso do software, complementa e enriquece os manuais escolares e os materiais e metodologias de ensino. Estudos diversos realizados na Europa e nos EUA comprovam que a articulação eficaz, o trabalho de equipa entre os professores e os bibliotecários promove níveis mais elevados de literacia, de leitura, de aprendizagem, de resolução de problemas e competências no domínio das tecnologias de informação e comunicação.
A aprendizagem independente por parte dos alunos ganha nova dimensão, uma vez que os alunos se mostram mais motivados; os utilizadores com dificuldades de linguagem ficam mais interessados quando dispõem de ferramentas que lhes oferecem diferentes fontes de informação (por exemplo, software de símbolos, programas com sintetizadores de voz); o multimédia ajuda os alunos a entender mais claramente conceitos difíceis; as competências trabalhadas com as TIC acabam por ser transferidas para outras disciplinas; o nível de colaboração e partilha de competências aumenta; os alunos melhoram a sua capacidade de crítica, incentivando um olhar mais atento sobre o mundo que os rodeia*.
Um estudo realizado com diversas Bibliotecas Escolares na Suécia pelos investigadores Barrett e Åkerberg**, em que um dos objectivos do estudo era saber até que ponto e de que forma a utilização das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Bibliotecas podem melhorar o desempenho dos seus serviços, apresentou, entre outros, os seguintes resultados preliminares:
Por outro lado, as BE podem constituir também formas de assegurar o acesso de todos às novas TIC, uma vez que nem todos os alunos dispõe de computador nas suas casas, e, mesmo nas escolas, o número computadores por sala de aula é na maioria das vezes insuficiente. Ao dispor de equipamentos e software adequados, as bibliotecas podem oferecer de forma simples e gratuita a todos os alunos, a oportunidade de adquirir novas competências nesta área.
* fonte http://www.selb.org/Library/liscdocs/guideict.htm
** – http://www.migrationhistory.com/files/research/1/multicultural.pdf
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